Tratamento de pré e pós operatório de abdominoplastia com técnica de Diafibrólise percutânea


O método consiste em mobilização eletiva sobre a pele, através de uma espátula que o fisioterapeuta utiliza com superfície convexa permitindo interposição entre os planos tissulares profundos inacessíveis pelos dedos do fisioterapeuta permitindo uma crochetagem das fibras conjuntivas delgadas ou dos corpúsculos fibrosos internos dos músculos promovendo melhor mobilização que aumenta a perfusão circulatória e otimizando mediadores químicos responsáveis pela nutrição tecidual.

É constituída por cinco etapas sucessivas:

Palpação digital e instrumental, raspagem, lise da aderência, tração e drenagem a partir de deslizamentos superficiais e profundos.

Aplicações do método portanto são:

+  Nas aderências fibrosas que limitam o movimento entre os planos de deslizamento tissulares, que ocorre em qualquer pós operatório tardio;

+  Nas cicatrizes e hematomas que geradas após uma incisão cirúrgica acarretam progressivamente aderências entre os planos de deslizamento miofasciais;

+  Nos corpúsculos fibrosos( depósitos úricos ou cristais de cálcio) localizados nos lugares de estase circulatório e próximo às articulações gerando por exemplo esporão de calcâneo e joanete;

+  Nas proeminências ou deslocamentos periósteos causados por algias não inflamatórias ou inflamatórias do aparellho locomotor tais como miosite, epicondilite, tendinite, periartrite, pubalgia, lombalgia, torcicolo e ajustes ortodônticos;

+  Nas nevralgias consecutivas a uma irritação mecânica dos nervos periféricos, occiptalgia do nervo de Arnold, nevralgia cervicobraquial, nevralgias intercostais e ciatalgias;

v  Aplicação também nas síndromes tróficas dos membros para melhor perfusão nervosa e distribuição venosa tipo: algoneurodistrofia, e canal do carpo.

Mas temos que observar as contra indicações também (Quando não podemos utilizar o método):

* Nos maus estados cutâneos: pele hipotrófica, pele com úlceras, nas dermatoses( eczema, psoríase);

* Nos maus estados circulatórios: fragilidade capilar sanguínea, reações hiper histamínicas, varizes venosas e adenomas;

* Cuidado do fisioterapeuta aos pacientes que estão fazendo uso de anticoagulantes;

* Nas abordagens demasiadamente diretas em processos inflamatórios (Ex: tenosinovite);

* Nos pacientes apresentando hiperalgia insuportável.

É isso aí!

A técnica é eficaz no caso da abdominoplastia porque mobiliza as fibras abdominais retirando as aderências e preparando o reto e o transverso do abdome para serem trabalhados funcionalmente com mobilidade para o exercício físico, sem dores desagradáveis.

Assim ficarão bem trabalhados como o paciente sonhou: esteticamente bonitos e sem as deformidades do pós operatório!

Legal, né?

Fique sabendo amigo leitor e descubra as técnicas adequadas para o seu caso, procurando sempre profissional especializado!

Um abraço,

Dra. Carla Andréa Lopes Oliveira




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