A fisioterapia neurofuncional, como o nome diz, reabilita e estimula o paciente que perdeu suas funções neurológicas, seja por uma simples parestesia dos membros ou uma paralisia facial, até síndromes tais como: AVC, Esclerose Múltipla, Parkinson, Alzheimer, Esclerose Lateral Amiotrófica e outras.
O simples fato de você acordar com “dormência” no braço, por dormir mal posicionado, já é o suficiente, por exemplo, para encurtar o pequeno ramo do nervo que sai do pescoço chegando até os dedos. Isso significa que comprimiu uma raiz nervosa advinda da cervical durante o sono, ou seja, o aporte nervoso foi diminuído, perdendo ao longo do curso sua transmissão nervosa, que gerava força e movimento para o braço e para a mão.
O exemplo cotidiano acima demonstra que o sistema motor depende de uma condução elétrica íntegra, sem interrupções ou bloqueios, que ocorrem em geral por desajustes estruturais ósseos ou articulares que impedem ou geram falha no sistema de transmissão cerebral, pelos nervos, podendo acarretar, também nos vasos, dentre outras, a vasoconstricção, baixa oxigenação ou edemas, gerando dor e desconforto.
Assim, ao procurar um fisioterapeuta neurofuncional ele avalia o grau de acometimento do tecido neural, utilizando técnicas que poderão recuperar, imediatamente, a depender do caso, o movimento, a parestesia e o incômodo causado.
Em casos mais complexos, através da avaliação do fisioterapeuta e do exame complementar mostrando os lobos e regiões acometidas pela lesão, ou seja, a origem da doença, o profissional identifica quais regiões cerebrais deverão ser estimuladas ou inibidas para retardar o desenvolvimento ou progressão da doença.
Isso é que faz a diferença!
Pois o paciente acompanhado por especialista poderá até, não apresentar os sintomas da doença com o tratamento e ter uma vida normal, com qualidade e independência até em idades mais avançadas. Isso é o que se quer!
Estar acometido pela doença de Alzheimer, por exemplo, não quer dizer que deixaremos que ela se instale. O ideal seria tomarmos providências para que ela não apresente os sintomas motores e cognitivos que a caracteriza.
Portanto, o paciente neurológico também se recuperará rápido se for estimulado através de vários exercícios de equilíbrio, memorização, concentração, controle motor, força e propriocepção.
Fique ligado, se mexa, pense nisso!
Por Drª. Carla Andréa Lopes Oliveira – Crefito 2 – 65045-F